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segunda-feira, 24 de março de 2014

Finaly

Ok, estou num ponto da vida em que ou aproveito ou este ano foi mesmo mandado ao lixo. Começando bem pelo inicio, comecei por não entrar na opção que queria, fiquei em arquitectura cerca de dois meses, depois de mil avisos para não me inscrever, para concorrer à segunda fase, `à terceira fase... Nada fiz, a não ser arrepender-me redondamente de não ter feito o que me mandaram... Fiz uns quantos inimigos enquanto lá estive, nunca percebi bem porquê...
Pensando que teria sorte, assim que cheguei a Santarém arranjei trabalho... Ora sorte, uma ova, fui bem enganada por uma loira corrupta, trabalhei quase um mês para ganhar pouco mais que 70 euros, mais de 8 horas por dia, no qual ainda tinha de pagar o almoço e as deslocações. Gente maluca, graças a Deus que saí de lá... 
A partir daí foi a decadência da minha vida.
Passei Janeiro e Fevereiro em casa, mandei currículos para todo o lado... Não tenho qualificações, não tenho a carta de condução... Estava tão mal que já subia paredes, nada tinha para fazer e a lida da casa nunca foi propriamente algo que me desse prazer e me distraísse da pasmaceira de estar parada. 
Foi então que pensei no voluntariado.  
Quer dizer, não foi bem "foi então que", pois a minha mãe já me tinha dado a ideia, mas eu levei-a um pouco mais longe, e comecei à procura de serviços de voluntariado mais complexos, do que apenas na minha cidade, que honestamente, não oferece muito.
Descobri duas associações, a "AFS intercultural programs" e a "ProAtlântico". Inscrevi-me em ambas.
O serviço de ambas é muito distinto, mas em ambas existe comunicação com pessoas de outros países, algo que me cativa muito, pois adoro conhecer pessoas novas, novas culturas.
O meu papel na "AFS" é receber jovens que venham estudar do estrangeiro para cá, ajuda-los, encaminhá-los. 
Quanto à ProAtlântico, o meu papel não se deve a nada directamente com eles, isto porquê? Bem trata-se de uma associação que apenas permite aos voluntários, serviço num país que não o de residência. Ora esta opção ainda me interessou mais, então fui pesquisar. Percebi que ofereciam intercâmbios europeus, e que tinham ainda a vertente do Serviço Voluntário Europeu (SVE), projectos de longo curso.
Concorri. E concorri a vários, a todos os intercâmbios europeus (não fui aceite em nenhum), e a vários projectos no site do SVE, aqueles que não duravam mais de seis meses, e que obviamente tinham algo a ver com a minha área.
No entretanto, comecei a fazer serviço de voluntariado pela Santa Casa da Misericórdia, com idosos e crianças... Para me ir entretendo. Experiência que me agradou imenso, apesar de alguns contratempos que eu nunca esperei, situação para outro dia.
Fui aceite. 
Eu nem queria acreditar... 
Marquei entrevista com a cara do projecto. Katerina. Disse-me estar super interessada em ter-me como voluntária, explicou-me tudo e no fim disse-me que esperava pela minha resposta. Fiquei super entusiasmada. Estava na hora de mandar o "tiro" à minha mãe e esperar que fosse de raspão. Foi mesmo, resmungou, refilou, não queria, mas apercebeu-se de que não valia a pena e acomodou-se com a ideia. 
Vou para kumanovo, na Republica da Macedónia, durante dois meses, como voluntária, com tudo pago, apenas tenho de pagar 10% da viagem. 
Não podia vir em melhor hora.

Para que se sente como eu... São bons planos. Sempre quis viajar, e fazer algo ao mesmo tempo... Algo de bom. Não me podia sentir mais feliz por estar a uma semana de me ir embora.

Joana Cancelinha Pereira